Futuro do varejo é equilíbrio entre o físico e o digital, diz executivo

O avanço da sociedade, principalmente na parte tecnológica, acontece mais cedo e com maior rapidez a cada dia que passa. Mas a pandemia do coronavírus acabou acelerando ainda mais algumas questões que já estavam em andamento.

Foi exatamente o caso da evolução digital em todo o mundo e em todas as áreas de atuação. Inclusive no varejo. “A pandemia acabou acelerando a transformação digital nas empresas. Elas não tiveram escolha. De uma hora para outra tiveram que lidar com um mercado fechado e uma mudança geral no supply chain. As empresas tiveram que agir rápido e entender que aquele era o momento para a transformação”, afirma Sunil Rao, VP e General Manager de Bens de Consumo da Salesforce (empresa americana de software on demand), em entrevista exclusiva para o site Mercado&Consumo.

“No final das contas a pandemia acabou ajudando muitas empresas a colocar em prática algumas coisas que não eram prioridade”, completa Sunil, que chegou na Salesforce há sete anos. “Entrei em 2015, quando começamos com o que chamamos hoje de indústria de cloud. Muitas coisas mudaram e muitas coisas continuaram iguais. Nós tentamos entender quais são os principais desafios que as maiores companhias estão enfrentando. Hoje o maior gasto das companhias de bens de consumo pelo mundo é o chamado ‘trade spend’, que é aquele gasto para promover os seus produtos em locais de varejo. E a Salesforce tem a expertise necessária para ajudar essas empresas a administrar esse dinheiro”, garante.

Equilíbrio é o segredo

Com a aceleração da transformação digital nas companhias, houve um avanço muito grande no varejo online. Não só na tecnologia, mas nas estratégias de venda, inclusive colocando a experiência do consumidor como um grande pilar na busca por uma maior conversão. Apesar desse grande avanço do digital, o varejo físico não pode ser deixado de lado, pois segue sendo de fundamental importância para qualquer grande empresa de consumo.

“O digital está aqui. As pessoas compram muito no online. Durante a pandemia isso aumentou muito. Mas ainda mais de 90% das vendas ocorrem nas lojas físicas. Temos realmente que encontrar um equilíbrio. Muitas marcas estão buscando combinar as experiências das lojas físicas e do digital. Elas precisam ser complementares. É necessário entender como falar com os dois clientes. O que está no físico e o que está no digital. A combinação entre esses dois mundos é a chave para onde querermos ir”, afirma Sunil.

“Principalmente após a pandemia, uma série de alternativas digitais foi criada. Soluções diferentes. Um dos nossos grandes objetivos hoje em dia é o omnichannel. Combinar a importância do físico com o digital. Combinar os vários canais possíveis para criar uma grande experiência de compra”, alerta o VP.

Metaverso é o futuro?

E, se a transformação digital durante a pandemia garantiu um grande avanço no e-commerce, o mesmo aconteceu paralelamente com a chamada Realidade Virtual. A tecnologia antes vista apenas em filmes e jogos, hoje já começou a fazer parte da nossa vida em outras situações.

Mas apesar do rápido desenvolvimento nos últimos anos, Sunil acredita que o caminho a se percorrer ainda é longo. “Empresas estão investindo para que o metaverso seja não só uma experiência para o consumidor, mas uma experiência de negócios. Combinar o social commerce com a tecnologia. Entender como o consumidor do futuro vai se comportar. Como tudo isso vai parecer. E como todo mundo vai estar neste mundo digital. Ainda tem muita coisa para evoluir. Ainda precisamos aprender muito”, garante.

“A Realidade Virtual é a tecnologia. Mas o metaverso é um conceito bem maior. É a interação do seu eu digital com outros ‘eus’ digitais. Temos ainda um longo caminho a percorrer. Mas a tecnologia avança muito rápido”, finaliza Sunil.

Fonte: Mercado & Consumo / imagens: Consumidor Moderno e Reprodução

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