Rosemeire participa de debate com operárias da construção

Com a palestra “Autonomia econômica e social e enfrentamento à violência contra as mulheres”, ministrada pela secretária de Políticas para Mulheres (SPM), Julieta Palmeira, o SINTRACOM-BA realizou um importante encontro na manhã desta sexta (16). Na abertura, a diretora de Gênero, Raça e Orientação Sexual do sindicato, Ednalva Bispo, destacou a importância do evento. “Cresceu muito a presença de mulheres na construção civil e nossa entidade tem dado atenção aos temas que impactam a vida das trabalhadoras”, ponderou.

Presente no evento, a vice-presidenta do Sindicato dos Comerciários, Rosemeire Correia, disse que mulheres têm que fortalecer as outras mulheres em suas ações. “Juntas, poderemos enfrentar melhor os diverso problemas na sociedade e ter o reconhecimento do nosso trabalho. O SINTRACOM está de parabéns pelo evento”, afirmou a dirigente, que estava acompanhada das diretoras Cherry e Sueli Bahia.

A presidenta da CTB Bahia e do SintraSuper, Rosa de Souza, destacou a luta feminina no movimento sindical. “Muito bom ver mulheres sendo protagonistas e ocupando espaço nos sindicatos para fortalecer a luta por igualdade de gênero no mercado de trabalho, especialmente na construção civil. Queremos maior presença nossa nos espaços de poder e mais debates como esse”, enfatizou e lembrou das sindicalistas históricas no sindicato. “Temos que reverenciar mulheres como Lúcia Maira, Sônia, Cecília, Nery e Fátima. Elas abriram caminho para novas gerações de diretoras em uma categoria majoritariamente masculina”, destacou.

Para Lúcia Maia, presidenta da Flemacon (entidade internacional da categoria), a mulher ter autonomia econômica e social é importante para combater a violência contra ela. “Lutamos por uma sociedade desenvolvida e justa socialmente para mulhers e homens”, afirmou.

PALESTRA

No início da palestra, Julieta Palmeira destacou que sua presença é o Estado mais próximo dos movimentos sociais e iniciou falando da raíz da violência. “É um conjunto de atos como a cultura machista e patriarcal, além da impunidade aos agressores e a desigualdadde, que coloca a mulher em situação de subalternidade ao homem. Isso tudo gera atos de violência contra as mulheres”, explicou.

A secretária afrmou que a sociedade precisa se mobilizar contra esse mal. “É importante a conscientização dos homens, que devem desconstruir essas ideias absurdas e ajudar nesse enfrentamento. É essencial construirmos novas relações e outra educação familiar, sem sexismo e com base no respeito e na igualdade entre meninos e meninas”, destacou.

Julieta não esquece da importância de políticas públicas. “O Estado [prefeituras, governos e União] precisa implementar ações que ajudem a garantir autonomia econômica e social para as mulheres. Cito como exemplo a parceria entre a SPM e a Neoenergia/Coelba, que formou e empregou 100 mulheres eletricistas. Queremos abrir espaço feminino, também, na energia eólica. Tudo isso ajuda a mulher a enfrentar a violência”, disse.

MAIS FALAS POTENTES

A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Bahia, Flora Lassance, lembrou que o evento faz parte da campanha 21 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher. “É muito importante ver as operárias da construção cada vez mais organizadas e debatendo temas importantes. E a Central estará sempre apoiando”, pontuou.

Para a líder da Marcha do Empoderamento Crespo, Naira Gomes, a luta política também é acolhimento. “Além de garantir espaço para toda a diversidade feminina, especialmente para as mulheres trabalhadoras”, destacou.

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