Comerciários viram influenciadores digitais nas empresas para aumentar vendas

O site Mercado & Consumo publicou matéria mostrando que os influenciadores digitais já respondem por 76% da decisão de compra dos consumidores brasileiros, segundo estudo do Instituto Qualibest de Pesquisa de Mercado. E que começou a surgir nas empresas a transformação de funcionários em influencers, especialmente na área de vendas. Marcas e empresas aproveitam a presença nas redes sociais de seus próprios colaboradores para criar uma abordagem mais autêntica e envolvente para o marketing e as vendas. A ideia é capitalizar com a expertise do vendedor, aumentando a confiança do cliente e impulsionando os negócios.

A concessionária de motos Honda Blokton, localizada em Cascavel (Paraná), é uma das pioneiras em apostar nos influencers corporativos. Ela usa o Instagram e WhatsApp, onde os vendedores apresentam produtos e fecham negócios de maneira mais pessoal e eficaz. “Hoje o meio digital já representa de 60% a 70% do atendimento em nossas lojas. Sendo que 52% das vendas ocorrem de maneira digital. No acumulado de 2023, já são 38% de aumento neste tipo de negociação em relação ao ano passado”, destaca Rudney Doscher, diretor de Operações da Blokton.

A matéria revela que a mídia social está saturada de anúncios pagos e que as recomendações personalizadas de colaboradores que conhecem profundamente os produtos ou serviços acabam se destacando. Estudo da Qualibest mostra que 69% das lembranças de anúncios vêm de publicidades feitas por influencers, contra 36% dos anúncios tradicionais feitos pela própria empresa.

TREINAMENTO

Com o sucesso, empresas como a investem em treinamentos por especialistas em marketing digital, para aprimorar e desenvolver as habilidades dos funcionários influencers no uso estratégico das redes sociais como canal de atendimento e fechamento de negócios. A Blokton, por exemplo, investe em ferramentas para monitorar o desempenho e o alcance de cada postagem feita pelos funcionários, e assim dar o feedback a eles sobre as estratégias e os conteúdos que melhor estão performando.

E A CATEGORIA COM ISSO?

A matéria do Mercado & Consumo só não disse se os profissionais que se tornaram os chamados “influencers de vendas” recebem pelo trabalho de garoto propaganda das empresas.

Podemos observar que a internet trouxe um glamour em todas áreas. É natural que as pessoas se sintam importantes ao conseguir ganhar milhares de seguidores por postagens que geram grande interes e, até, ganhar um dinheiro com isso.

Mas, é essencial refletir sobre alguns aspectos do novo fenômeno. Os trabalhadores e as trabalhadoras que viram “garotos-propaganda” recebem por isso, seja por postar vídeos nas redes sociais das empresas ou em seus perfis? E o direito de imagem? Seguramente, as empresas vão investir menos em propagandas tradicionais, bem mais caras, e estimular seus funcionários a fazerem anúncios dos produtos, a 0800.

Mais uma vez, observamos que as tecnologias são apropriadas pelas empresas (pelo capital) para ganharem em cima dos trabalhadores (do trabalho humano). Faz-se necessário observar essa tendência no comércio e tratar nas convenções coletivas de trabalho.

A Redação

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