Eletricitários avisaram sobre apagões após privatização da Eletrobras

A partir das 8h30 da manhã desta terça (15), diversos estados do Brasil foram surpreendidos por um apagão de grande porte. Houve falta de luz em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Pará, Tocantins, Amazonas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O comércio, a indústria e, praticamente, todos os setores produtivos da economia foram afetados.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que uma ocorrência na rede de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) interrompeu 16 mil MW de carga. Em meio às investigações sobre as reais causas do problema, os trabalhadores eletricitários, desde que a Eletrobras foi privatizada pelo governo Bolsonaro (venda abaixo do preço de mercado), vêm lutando contra os ataques da atual direção em seus direitos, além do desmonte de setores fundamentais para o bom funcionamento da empresa e do atendimento à população.

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) previu a possibilidade de um apagão foi por diversas vezes, inclusive enviando correspondência ao MME, à ONS e à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). “Ainda não sabemos exatamente a causa, mas a falta de pessoal qualificado, após a dispensa de milhares de trabalhadores experientes, a não reposição da mão de obra, os problemas com falta de equipamentos adequados e com a visão da atual direção da Eletrobras em distribuir lucros aos acionistas em detrimento dos investimentos necessários são responsáveis pelo apagão. Exemplos já ocorrem como a explosão de um transformador de energia da Usina de Tucuruí, no Pará e o apagão que deixou o Amapá às escuras”, diz Nailor Gato, diretor do CNE, que trabalha na Eletronorte.

Em nota, o CNE disse que a privatização da Eletrobras e demissões “apagaram” o Brasil. “Urge que o STF se pronuncie sobre a ADI 7385 (poder de voto da União na Eletrobras), de maneira que o Estado possa se manifestar e atuar nos atos de gestão da empresa em que mantem quase 46% das ações. É inadmissível que a sociedade brasileira fique à mercê do mercado financeiro, enquanto, a segurança nacional fica em segundo plano. A reestatização de grandes empresas do setor de energia mundo afora, como a EDF na França, dá o tom que o Brasil deve seguir, empresas de prestação de serviço essencial devem ser valorizadas e estatais”, diz um trecho da nota.

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com informações do CNE e Brasil de Fato

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