Decreto de Bolsonaro flexibiliza regras trabalhistas e revê mais de mil normas

Desde que assumiu o governo brasileiro, o presidente Jair Bolsonaro só tem dado presente de grego aos trabalhadores. Foi publicado, no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta (10), o decreto que flexibiliza regras trabalhistas. A medida vem da revisão de mais de mil decretos, portarias e instruções normativas, reunidos agora em 15 normas, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência.

Ao anunciar a medida em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente mostrou de que lado sempre esteve. “A gente vê muitas vezes o povo reclamando que ganha muito pouco. A verdade, na economia do Brasil, [é que] o salário é pouco para quem recebe e muito para quem paga. E esse muito para quem paga vem também em função da burocracia”, disse.

As novas normas tratam de temas como carteira de trabalho, registro sindical, gratificação natalina, auxílio alimentação, entre outros. O objetivo, segundo o governo, é simplificar e desburocratizar. Dez portarias diferentes tratam do registro de ponto do trabalhador.

DESEMPREGO E PRECARIZAÇÃO

É o mesmo discurso de Michel Temer quando assumiu a Presidência. Implantou a reforma trabalhista dizendo que iria gerar mais empregos. Desde então, o desemprego só cresceu e o Brasil chegando a mais de 14 milhões de desempregados.

Com relação ao salário ser muito para quem paga, vale uma comparação feita em 2019 pelo Instituto de Economia e Ciências Sociais da Alemanha, que analisou o rendimento mínimo garantido por lei em 37 países, por hora de trabalho. o Brasil ficou à frente apenas de Rússia e Moldávia.

O salário mínimo brasileiro era de 1,67 euro (R$ 7,38) por hora. Os 15 países com o maior salário mínimo do mundo: 1. Austrália – 9,47 euros/hora; 2. Luxemburgo – 9,37 euros/hora; 3. França – 9,18 euros/hora; 4. Holanda – 8,79 euros/hora; 5. Bélgica – 8,71 euros/hora; 6. Alemanha – 8,57 euros/hora; 7. Nova Zelândia – 7,82 euros/hora; 8. Irlanda – 7,69 euros/hora; 9. Reino Unido – 7,62 euros/hora; 10. Canadá – 6,91 euros/hora; 11. Japão – 6,27 euros/hora; 12. Eslovênia – 5,96 euros/hora; 13. Estados Unidos – 5,83 euros/hora; 14. Coreia do Sul – 5,82 euros/hora; 15. Polônia – 5,28 euros/hora.

Com informações do Bahia Notícias

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