Tragédia no RS pode tirar até 0,4 ponto porcentual do crescimento do PIB de 2024

Tragédia no RS pode tirar até 0,4 ponto porcentual do crescimento do PIB de 2024
O último Relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (13) aponta que a mediana das projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024 está em 2,09%, mas não inclui os estragos da catástrofe gaúcha

Com informações do Tribuna da Bahia

As inundações que assolam o Estado do Rio Grande do Sul podem tirar até 0,4 ponto porcentual da taxa de crescimento da economia brasileira neste ano, apontam avaliações preliminares de consultorias econômicas e bancos. O último Relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (13) aponta que a mediana das projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024 está em 2,09%, mas não inclui os estragos da catástrofe gaúcha.

O Rio Grande do Sul tem papel importante na economia nacional: respondeu por 6,5% no PIB brasileiro em 2021, segundo dados do Sistema de Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado só é superado por São Paulo, que detém 30,2% do PIB, seguido pelo Rio de Janeiro (10,5%) e Minas Gerais (9,5%).

Em meados de abril, antes do início das chuvas torrenciais no Estado, a Tendências Consultoria Integrada, por exemplo, projetava crescimento de 2,9% do PIB gaúcho para este ano. O resultado seria puxado pelo desempenho positivo da agropecuária, com destaque para a produção de soja, milho e arroz, após dois anos consecutivos de quebras de safras, e pela recuperação da produção industrial, sobretudo de veículos automotores, metalurgia e alimentos.

No entanto, “esse panorama foi completamente alterado pela catástrofe iniciada no fim do último mês”, apontam os economistas da consultoria, em relatório. Eles ressaltam os impactos negativos diretos das cheias na agropecuária e na indústria, setores muito importantes para economia gaúcha e do País. Mas os economistas da consultoria ainda não se arriscam em projetar o tamanho do estrago no PIB pelo fato de a tragédia ainda estar em curso.

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