Renato rebate crítica à portaria do feriado: “Negociar é sempre melhor para todos”

Já era de se esperar críticas contra a portaria do Ministério do Trabalho que fortalece a negociação entre sindicatos patronais e de trabalhadores para o trabalho em dias de feriado. Quem critica não considera a parte mais fraca na relação desigual entre patrões e empregados. O presidente do nosso Sindicato, Renato Ezequiel, rebate as críticas infundadas com a experiência rica de negociações com os patrões do comércio e de ver como tudo piorou quando mudaram as leis com as reformas trabalhistas de Temer e Bolsonaro.

“Nós e os sindicatos patronais amadurecemos muito as relações de trabalho nas negociações das campanhas salariais, ao longo de 30 anos. Sempre chegamos a consensos sobre a melhor convenção coletiva para a categoria comerciária e as empresas. Infelizmente, depois que mudaram a lei dos domingos (tirando a negociação), as entidades patronais não quiseram mais definir regras para garantir coisas básicas para quem trabalha nesses dias, como bonificação e folgas, por exemplo. É um tema que interessa à cidade, também. Com os acordos, todos ganhavam: as lojas abriam, beneficiando os consumidores e o comércio, e os comerciários recebiam compensações por isso. Nada mais justo”, explica.

Segundo Renato, é a negociação que faz evoluir as leis e a sociedade, observando questões importantes para todos os lados envolvidos. “Quando fazem alguma lei que retira direitos, você não vê críticas. Mas, quando é uma portaria como essa, que protege quem trabalha, aí dizem que é atrasado. Em um debate com estudantes de Direito da Unifacs, mostrei que que muitos políticos e empresários falam em inovação nas relações de trabalho, mas quando alteram as leis, é sempre retrocesso contra os trabalhadores. Está provado que só avançamos quando as partes negociam e definem, após vários debates, o que beneficia cada uma delas. Isso é essencial: patrões e trabalhadores encontrando os melhores caminhos para todos, através de suas entidades representativas”, destaca.

O dirigente quer que o trabalho aos domingos também seja como antes: através de acordo. “Estamos em um novo momento com o governo Lula e é importante resgatarmos direitos e políticas sociais que foram destruídas, através de negociações, como o Grupo de Trabalho criado pelo governo com representantes sindicais de patrões e trabalhadores, além do poder público, para melhorar a legislação trabalhista. A nossa luta é para retornar o trabalho aos domingos estabelecido na Convenção Coletiva, como foi nos últimos 30 anos. Queremos o desenvolvimento do Brasil com a valorização do trabalho, no comércio e em todas as atividades econômicas”, afirma.

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