Seminário da diretoria aponta otimismo para campanha salarial 2023

O Sindicato dos Comerciários inicia o ano com um seminário para planejar a campanha salarial de 2023. Ministrado pelo diretor de Formação Walter Júnior, o evento acontece durante esta quinta-feira (05), no espaço cultural da entidade. Na abertura, o presidente do Sindicato, Renato Ezequiel, destacou a importância do planejamento e o novo momento do Brasil.

“É o ano da reconstrução. Temos que nos preparar, pois o governo Lula estará em disputa por várias forças. Mas, o cenário é positivo, com a valorização do salário mínimo e o ministro do Trabalho dizendo que pode mudar pontos na reforma trabalhista. O seminário nos ajuda a definir melhor as ações para as lutas em 2023, especialmente a campanha salarial”, destacou.

Dirigente da Federação dos Comerciários da Bahia (FEC-BA) e tesoureiro do Sindicato, Reginaldo Oliveira lembrou dos 4 anos difíceis e os novos desafios. “Temos que observar as mudanças nas empresas, no mundo do trabalho e nas atividades econômicas como o comércio para atuar melhor. E o seminário ajuda nisso”, enfatizou.

Representando o SintraSuper (trabalhadores de supermercados), o vice-presidente Edvã Galvão disse que o momento é positivo. “Ter o governo Lula é bom, mas não podemos nos acomodar, pois o Congresso que tomará posse é mais conservador. Estaremos juntos nas duas campanhas salariais no comércio, para assinarmos boas convenções coletivas”, frisou.

ECONOMIA E PROJEÇÕES

Convidada do Sindicato, a supervisora técnica do Dieese na Bahia, Ana Georgina, falou sobre o momento político atual e apresentou dados econômicos e projeções no novo cenário. “O comércio é um termômetro para a economia e, mesmo que o ano não seja fácil para o novo governo, que vai ter que acelerar várias medidas, existe boa expectativa. O novo salário mínimo injetará R$ 86 bilhões na economia e ajuda na valorização dos demais salários, que ajudam a aquecer o consumo das famílias, responsável por 60% do PIB brasileiro”, pontuou.

Georgina mostrou números positivos do comércio baiano. “No último trimestre de 2022, a receita nominal de vendas cresceu 13,9%. Mesmo vendendo menos [por conta do desemprego], faturou-se mais. Um destaque é para o comércio eletrônico que, no Brasil, com a receita de vendas crescendo 8,1 bilhões de dólares”, enfatizou.

Para Ana Georgina, o otimismo se calça em pontos como a confiança que o mundo voltou a ter no Brasil. “Isso ajuda a atrair investimentos, como vimos com o Fundo Amazônia [recebeu R$ 3 bilhões da Noruega e R$ 199,5 milhões da Alemanha]. E tem ainda o anúncio da retomada de grandes obras e o ganho real do salário mínimo, entre outros pontos. Tudo isso é importante para a campanha salarial ter sucesso, que também ajuda o comércio por tabela”, afirmou.

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