“Protesto dos estudantes tem apoio da categoria”, diz Renato Ezequiel

Foi uma aula de cidadania em Salvador o protesto dos estudantes contra aumento da tarifa de ônibus para R$ 5,20. A maior estação de transbordo da capital baiana foi surpreendida, na manhã desta segunda-feira (13), com a manifestação estudantil. Com cartazes e falando em megafones, os manifestantes gritavam: “Ô Bruno Reis [prefeito de Salvador], eu vou falar: se a tarifa não abaixar, a cidade vai parar”,  “Fora, Bruno Reis” e “Avançou, agora a luta é de estudante e trabalhador”.

O protesto é liderado pela União dos Estudantes da Bahia (UEB), Associação Baiana Estudantil Secundarista (ABES), Diretório Central da Ufba e Diretório Central da Uneb. No protesto, que bloqueou a saída de ônibus no terminal, as lideranças pediram que todos os estudantes, de instituições públicas e privadas, participem do ato. Em seguida, os manifestantes fizeram uma passeata.

SINDICATO E CATEGORIA APOIAM

A manifestação tem o apoio do Sindicato dos Comerciários. “Mais de 90% da nossa categoria pegam transporte público para ir ao trabalho ou realizar outras atividades. Mesmo com os reajustes que a entidade conquista nas campanhas salariais, a remuneração aqui ainda é aquém do 4º maior comércio do Brasil. Por isso, o ato de hoje e outros que forem realizados têm todo nosso apoio. A luta dos estudantes contra aumento de tarifa é a mesma dos comerciários e das comerciárias por uma vida digna. Temos uma das passagens mais caras entre as capitais, com uma frota de ônibus reduzida e sem renovação, e com o fim de várias linhas, prejudicando trabalhadores e a população mais carente nas periferias”, pontua.

Bruno Reis anunciou, na sexta-feira (10), o aumento da passagem de ônibus. O novo valor vale a partir desta segunda-feira e para 2023 e 2024. De acordo com a prefeitura, são cerca de 14,9 milhões de passageiros utilizando o transporte público municipal. As justificativas do prefeito para a elevação do preço foram o aumento das despesas, a Covid-19, o aumento de tributos (como o ICMS) e, segundo ele, a falta de subsídio federal para o transporte público.

com informações da CTB Bahia

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