Estudo aponta que fim da escala 6×1 terá impacto inferior a 5% na economia

A luta pelo fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso, tem ganhado cada vez mais força no Brasil, especialmente entre os trabalhadores do comércio, um dos setores mais afetados por esta jornada.

Durante audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara sobre o fim da escala 6×1 nesta terça-feira (10/03), a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paula Montagner, apresentou uma pesquisa sobre a média das jornadas de trabalho semanais no Brasil.

Os dados apontam que a transição do modelo de trabalho 6×1 para o 5×2, com redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem redução salarial, é viável, estratégica e benéfica para a economia brasileira. Segundo a técnica do ministério, a análise ainda está em fase final de consolidação e passa por ajustes, mas os resultados preliminares já indicam que o mercado de trabalho brasileiro avançou parcialmente nessa direção.

Mais empregos e produtividade

Especialistas apontam que a redução da jornada pode trazer efeitos positivos não apenas para os trabalhadores, mas também para a economia. Estudos indicam que a diminuição do tempo de trabalho pode aumentar a produtividade e estimular a geração de novos postos de trabalho, já que empresas podem precisar ampliar o quadro de funcionários para atender à demanda.

Além disso, jornadas mais equilibradas contribuem para reduzir o desgaste físico e mental, melhorar a qualidade de vida e fortalecer o convívio familiar e social dos trabalhadores.

Impacto direto no comércio

No setor do comércio, a escala 6×1 é uma das mais comuns e também uma das mais desgastantes. Muitos comerciários trabalham praticamente toda a semana e contam com apenas um dia de descanso, o que dificulta a organização da vida pessoal e o acesso a momentos de lazer e convivência com a família.

Para o Sindicato dos Comerciários de Salvador, a discussão sobre o fim da escala 6×1 é fundamental para avançar na valorização da categoria e garantir condições de trabalho mais justas e humanas.

A defesa do fim da escala 6×1 faz parte da luta histórica do movimento sindical por direitos e melhores condições de trabalho. Assim como outras conquistas importantes ao longo do tempo, como a jornada de oito horas e o descanso semanal remunerado, a redução da jornada representa um passo importante para garantir mais dignidade, saúde e qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do comércio.

O Sindicato reforça que continuará acompanhando o debate nacional e defendendo medidas que valorizem o trabalho e assegurem mais equilíbrio entre a vida profissional e pessoal da categoria.

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