Preços das comidas de São João apresentam alta, calcula Fecomércio

Preços das comidas de São João apresentam alta, calcula Fecomércio
Milho verde (7,42%), maçã (7,26%) e leite de coco (3,78%) sofreram aumento

Com informações do Correio*

Os festejos juninos são o momento mais esperado do ano para muitos baianos. E, na avaliação da Fecomércio-BA, muitos segmentos se beneficiam nesse período de junho, como os supermercados, setor de vestuário e o setor de turismo. A estimativa é que supermercados e vestuário movimentem R$ 5,56 bilhões no mês de junho, o que representa uma alta de 5,5% na comparação anual. Os supermercados devem ser o destaque com aumento esperado de 6,5% com a movimentação da maior parte do faturamento de R$ 5 bilhões.

Em relação a preços, os ingredientes para os pratos tradicionais do São João estão com aumento anual, em sua maioria, acima da inflação média da região de Salvador, de 3,49%. Chama a atenção o aumento de 21,95% do arroz, mas bem menos expressivo estão o milho verde (7,42%), maçã (7,26%) e leite de coco (3,78%).

Alguns outros itens ajudam nessa balança, pois apresentam retração no acumulado de 12 meses, como é o caso da farinha de trigo (-19,04%) e da mandioca (-7,45%). Essas informações são do IPCA, levantamento mensal do IBGE.

“Como a entidade sempre analisa nessas grandes celebrações, tanto os consumidores compram comidas e bebidas para fazerem eventos com familiares e amigos, quanto os empresários que precisam abastecer seus estoques para atender um público maior num hotel, restaurante, festas etc”, diz o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

Já o setor de vestuário deve apresentar queda de 3%. “Contudo, é preciso entender que além de uma disputa com o mercado online, muitos consumidores já compraram suas roupas festivas no pós-pandemia, sendo agora compras mais residuais. Até por imaginar que a renovação de guarda-roupa não é um ato frequente ou anual”, acrescenta.

O turismo, evidentemente, também é destaque no São João, como pode ser observado através da movimentação da rodoviária de Salvador. “Desde 2019, quando há dados disponíveis no Observatório do Turismo da Setur-BA, a movimentação no mês de junho, de embarques e desembarques, ou é a mais alta no ano ou a segunda, à exceção de 2020 e 2021, fase da pandemia”, informa o consultor, acrescentando que no ano passado, por exemplo, a movimentação no mês foi de 542,7 mil, a maior do ano, superando inclusive dezembro, com 510 mil embarques.

Não na mesma expressividade das rodoviárias, mas a circulação nas rodovias pedagiadas também ajuda a compreender a dimensão da importância do mês de junho para o Estado, tendo esse 6º mês como um dos de maior fluxo no ano.

“É importante destacar que o consumidor baiano está com a situação econômica mais fortalecida, sobretudo devido à menor taxa de desemprego no Estado desde 2015. A confiança no trabalho permite o aumento do consumo e o acesso mais facilitado ao crédito”, contextualiza.

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