Comerciários debatem novos desafios em 2021

Para preparar as lutas em 2021, a diretoria do Sindicato dos Comerciários realiza, nesta quarta (16), o seu seminário anual de planejamento. Coordenado pelo diretor de Formação Sindical, Walter Júnior, o evento tem a participação da economista Ana Georgina, supervisora técnica do Dieese na Bahia, entidade que assessora o movimento sindical.

No início, o presidente do Sindicato, Renato Ezequiel, falou da importância do planejamento. “Vamos organizar várias ações e mobilizar a categoria na campanha salarial para a assinatura da Convenção Coletiva, buscando recuperar as perdas desde 2018. É essencial que os comerciários e as comerciárias transformem a raiva em luta, ao lado da sua entidade. Assim, venceremos a intransigência lojista”, afirmou.

Ana Georgina deu um panorama da economia e das negociações coletivas para o ano que vem. “A grande questão é como o Brasil enfrentará os efeitos ainda vigentes da pandemia de coronavírus. A péssima gestão do governo Bolsonaro dificulta uma retomada rápida e forte da economia”, disse.

Segundo ainda a economista, vários fatores influenciarão o cenário, exigindo mais lutas dos sindicatos e das organizações da sociedade. “Temos mais de 13 milhões de desempregados e o governo diz que não vai ter mais o auxílio emergencial [que ajudou muito a segurar a economia]. Sem contar que a grande maioria das micros e pequenas empresas não conseguiram pegar o crédito liberado”, pontuou.

NOVOS DEAFIOS

Para a economista, as negociações serão fundamentais para ajudar a economia. “O consumo das famílias foi responsável por 60% do PIB (toda riqueza produzida no Brasil) em 2020. Por isso, sindicatos e categorias devem buscar assinar acordos com reajustes que, pelo menos, reponham a inflação”, disse.

De acordo com Georgina, a inflação acumulada nesses três anos, para os comerciários, é de 15,65% e a estimada para a data-base de março/2021 ficará em torno de 5,16%. “Será importante também ver cláusulas que minimizem os efeitos perversos das medidas do governo sobre o mundo do trabalho, como regras para a atividade home-office e o labor aos domingos”, enfatizou.

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